Cidade do AC cancela Carnaval e decreta situação de emergência por conta das chuvas
Duas cidades do AC cancelam carnaval e decretam situação de emergência por chuvas e cheia A Prefeitura de Brasiléia, no interior do Acre, cancelou a program...
Duas cidades do AC cancelam carnaval e decretam situação de emergência por chuvas e cheia A Prefeitura de Brasiléia, no interior do Acre, cancelou a programação de Carnaval, prevista para fevereiro, e decretou situação de emergência nesta quinta-feira (29) devido aos impactos das fortes chuvas e à elevação do nível do Rio Acre na região. No município, o manancial marcou 9,34 metros nesta quinta e registrou uma subida de 6,04 metros após a enxurrada da última terça (27). Antes das chuvas, o rio estava em 3,30 metros. A cota de alerta no município é de 9,80 metros e a de transbordo 11,40 metros. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado (PP), afirmou que a decisão foi tomada diante dos danos causados pelas chuvas e da necessidade de priorizar ações emergenciais no município. Prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado (PP) cancela carnaval e decreta situação de emergência no município Edilson Júnior / Rede Amazônica "A forte chuva atingiu toda a cidade, tanto a zona urbana quanto a rural. Foram mais de dez pontes levadas pelas águas e vários bairros alagados. Não é justo manter uma festa diante dessa situação”, disse. O prefeito também destacou que há mais de 500 famílias isoladas em comunidades rurais e que o decreto de emergência vai permitir buscar apoio dos governos estadual e federal. “Temos muitas famílias precisando de ajuda, principalmente na zona rural. Por isso vamos buscar recursos para conseguir atender essa população que está isolada”, completou. Em uma hora, chove o esperado para 10 dias e cidade do interior do AC tem ruas alagadas Mais de 100 milímetros em 1h Na última terça-feira (27), Brasiléia registrou uma das maiores chuvas do mês. Segundo a Defesa Civil Municipal, mais de 143 milímetros de chuva caíram em 24 horas, volume que era esperado para cerca de dez dias. LEIA MAIS: Chuvas na bacia do Rio Acre devem aproximar manancial da cota de alerta novamente em Rio Branco, prevê Defesa Civil Carnaval 2026: Concurso dos blocos vai premiar vencedores com até R$ 45 mil em Rio Branco Por conta de cheia do Rio Acre, governo cancela festa pública de Carnaval Em apenas uma hora, conforme o órgão, choveu mais de 100 milímetros. A enxurrada deixou ruas alagadas, causou transtornos no trânsito, provocou o transbordamento de igarapés na zona rural e derrubou pontes em ramais. Houve um deslizamento na Rua Ayrton Senna e um carro quase foi levado pela correnteza das águas no bairro Marcos Galvão. Nas imagens, divulgadas pela prefeitura, os moradores tentam evitar que o O coordenador da Defesa Civil de Brasiléia, subtenente Emerson Sandro, disse que o nível do Rio Acre ainda pode subir nos próximos dias devido ao volume de água que desce das cabeceiras. Carro quase foi levado pela enxurrada em Brasiléia Reprodução “Nas cabeceiras o nível já começou a baixar, mas daqui para frente ainda está um pouco alto. Ainda vai descer mais água para nós. A Defesa Civil segue monitorando e acompanhando a situação”, explicou. Ele informou também que ainda não há famílias desabrigadas ou desalojadas no município, mas o plano de contingência já foi ativado. “O nosso plano de contingência está em ação. A gente deixa a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros à disposição da população. Se houver necessidade, a intervenção será imediata”, acrescentou. Carro quase é arrastado pela correnteza durante chuvas no interior do Acre Cheia histórica em 2024 Em fevereiro de 2024, Brasiléia enfrentou a maior enchente da história do município, quando o Rio Acre atingiu 15,56 metros. A cidade superou a marca registrada em 2015, de 15,55 metros, naquela que ficou conhecida como a pior cheia da história da cidade, quando as águas do manancial cobriram 100% da área urbana do local. Na ocasião, a área urbana ficou inundada e quase 4 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. A cheia também provocou o isolamento da cidade por via terrestre e a interdição da Ponte Metálica José Augusto, que liga Brasiléia a Epitaciolândia. Na época, em todo o estado, 14.476 pessoas estavam entre desabrigados e desalojados. Além disto, 17 das 22 cidades acreanas decretaram situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofrem com os efeitos das enchentes. Reveja os telejornais do Acre